Por – Redação
Dez municípios e dois distritos cearenses foram reconhecidos como Áreas Livres de Praga (ALP) Anastrepha grandis (mosca-das-curbitáceas) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio de portaria publicada no dia 7 de janeiro de 2026. Com esse selo, os produtores locais poderão acessar mercados externos como União Europeia, China e Estados Unidos.
A área reconhecida no Ceará abrange o polo produtor do Baixo Jaguaribe e novas expansões, totalizando 10 municípios e distritos estratégicos, contemplando Aracati, Fortim, Jaguaruana, Icapuí, Itaiçaba, Limoeiro do Norte, Palhano, Quixeré, Russas e Tabuleiro do Norte; além dos distritos de Aruaru (Morada Nova) e Curupira (Ocara).
A preservação dessa condição por tempo indeterminado, aliada à vigilância permanente da Agência de Defesa Agropecuária do Ceará (Adagri), vinculada à Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE), proporciona segurança jurídica para novos investimentos agropecuários nas regiões.
Para o deputado Antônio Granja (PSB), é muito importante que o Estado do Ceará esteja livre dessa praga que vinha comprometendo o melão, a melancia e outros produtos essenciais do perímetro de irrigação de diversos municípios.Ele enfatiza que o selo de “Área Livre” é uma exigência para que produtores locais acessem mercados como Estados Unidos, China e União Europeia, por exemplo, com a sua ausência acarretando o estabelecimento de barreiras fitossanitárias para a exportação de determinadas frutas. “O reconhecimento é algo importante para a comercialização na União Europeia e no Mercosul. Esses mercados estavam fechados e agora, praticamente a grande maioria dos municípios do Vale do Jaguaribe que produzem alimentos como o melão e a melancia estão livres”, aponta.
O parlamentar parabenizou os esforços do poder público cearense para que essa conquista fosse alcançada. “É necessário exaltar todas as ações realizadas para que chegássemos a essa situação e ganhássemos esse selo, nos permitindo voltar a comercializar não só na União Europeia, como no Mercosul e no mundo como um todo”, ressalta.
Arte – ALECE



